Rapidinhas

12Jan12

1. Dias de pós parto, com a tensão lá no alto, hormônios numa montanha russa louca. Digo: FILHO DA PUTA! Ah, o alívio pós palavrão.

2. Mó delícia nome de batom né: vermelho beijo, marrom infinito, boca amaaaazing.


Mãe é mãe

07Nov11

Gatinha de 3 semanas miando desesperadamente. Membros da família e a mãe da bichana já em estado traumático, evitando a pobre coitada. Chego eu, futura mãe, 37 semanas, hormônios e instintos à flor da pele, e encho ela de leite de vaca. Agora a bichinha só dorme, come e caga

Instinto maternal é um negócio de deus mesmo.


03Nov11

Pergunta de teste de personalidade da revista Capricho: Você é mais razão ou mais emoção?

Acho meio ultrapassada essa coisa de setorizar a nossa mente desse jeito. Não consigo separar uma coisa da outra.

Não é só o meu emocional que decide fazer uma ligação no meio da noite, ou dar uma de histérica. Não jogo a minha razão pra escanteio e avacalho. Ela tá ali decidindo se a ansiedade vale se expor, ou quais os danos que o surto psicótico de uma mulher gritando pode acarretar. Acho que todo mundo toma essas decisões o tempo todo.

Razão e emoção não estão numa batalha permanente. Elas duas estão trabalhando a favor do meu bem-estar. Mas claro, elas podem estar erradas, e dar tudo uma m*.

Ou não, sei lá.

Na verdade deve ser o meu ultra-superego.


Mais de 90% das pessoas que já visitaram esse blog, procuraram no Google por considerações finais de estágio. Até ficaria com medo de ser plagiada, se não visse nisso a grande oportunidade da minha carreira bloguística:

Todos os meus posts daqui por diante vão ter título de cunho acadêmico.

Vou bom-bar!


“Afastai-vos do mundo e de tudo o que ele contém. O mundo é mal, portanto não tomai a sua forma”.

Crente é o diabo mesmo né. (Trocadilho fun).

Não bastava a irracionalidade, as músicas mal feitas, toda a literatura de auto-ajuda (comentada com o mesmo critério de quem lê Proust), e a falta de argumentos pra praticamente toda a doutrina praticada. Não. É questão de primeira ordem defender a boa moral e os princípios cristãos, a favor da família brasileira!

Família patriarcal, em ordem de importância: Papai, mamãe, filhinho e filhinha. Quem sabe um cachorrinho com pedrigree? E, pra que ninguém nos acuse de moralistas, elitistas ou retrógrados, fazemos caridade. Em troca, te doutrinamos conforme a “excelente doutrina”. Nada de sexo, drogas e rock’n roll heim!

Homens, sejam provedores. Mulheres, sejam submissas. Crianças, apanhem.

Ser evangélico é um mundo de respostas fáceis:

Por que existo? Deus quis assim.

Por que sofro? Deus quis assim.

Por que sou gay? És um pecador.

Por que existe pobreza? Os mistérios de Deus são insondáveis.

Por que não posso pensar? Pare de fazer tantas perguntas. Não tentarás o Senhor teu Deus!

O ponto alto de toda esse “espetáculo” de vida é a participação política. Não basta ser crente, tem que participar.

Então vamô lá gente, abaixo assinado contra a “heterofobia”, contra o Kit Gay, e contra a Dilma que fez pacto com o maligno! A gente só vota em companheiro e no Partido Social Cristão (aquele que não tem nem coragem de falar “aborto”, usa eufemismos porque ninguém precisa ouvir essas palavras feias né).

E o melhor de tudo, nós acreditamos realmente que esse governo diabólico, controlado pelo Sacana mor, vai distribuir vídeos em que meninos olham “as partes” de outros meninos e se apaixonam. Ou qualquer coisa que apareça na internet. Credulidade é com a gente mesmo.

E essa da heterofobia heim? Tirada de gênio! Como eu não tive essa idéia antes? QUEIMEM OS HEREGES!


Mas claro, você ama o seu próximo como a ti mesmo.

Um forte abraço, e fica com deus.

“Não basta ser sincero, ter caráter, ser honesto” tem que ser evangélico.


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15Mar11

Precisamos de livros que nos afetem como um desastre, como a morte de alguém que amamos mais que a nós mesmos, como ser banidos para florestas distantes de todos. Como um suicídio. Um livro tem de ser o machado para o mar congelado dentro de nós.

 

Franz Kafka.


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09Mar11

O hedonismo, o belo, é o refúgio último da alma.

Toda angústia tem na arte sua expressão maior, sua inspiração, seu molde.

Ela é o que torna o sofrimento suportável.


Rebolation. Mulheres Frutas. Garotas que querem ser anoréxicas. A moda de ser bissexual. Funk. Corrupção. Colírios. Posers. Drogas. Abortos. Padres pedófilos. Pedófilos em geral. Garotas de treze anos que se vestem como vagabundas. Bandas de forró. Os Nardoni. O Goleiro Bruno. Pessoas que julgam. Pessoas que não têm respeito pelas outras. Pessoas que maltratam crianças. Pessoas que maltratam animais. Pessoas racistas. Pessoas homofóbicas. Orgulho Colorido. Campos de concentração. Ditadura Militar. Holocausto. Apartheid. Adultério. Divórcio. Gente idiota. Pessoas que cortam os pulsos. Padrões da sociedade que fazem garotas lindas de 14 anos se tornarem bulímicas. Gente que fala mal de pessoas que nem conhece. Garotos escrotos que dão em cima de tudo que se move. Perguntas anônimas do Formspring.Pessoas que puxam briga por qualquer assunto. Pessoas que mentem para aparecer. Fofocas. Pessoas que dizem “Ler pra quê. Pessoas que não acreditam em Deus. É, eu realmente lamento pela humanidade.

Uma pérola isso aí heim.

Me dei ao direito de fazer uma releitura livre e sem auto-censuras.

Eu odeio bissexuais e gente homofóbica.  Odeio divórcio, acho muito melhor que duas pessoas que não se amam mais continuem se aturando por convenção social, religiosa, o diabo a quatro. Não gosto de pessoas preconceituosas ou de ateus. Esqueci que a minha geração teve os seus modismos que hoje tem vergonha de confessar; aliás, eu sou o padrão de bom gosto. Provavelmente não entendi o óbvio duplo sentido de Orgulho colorido, banalidades. Sou contra o aborto, drogas (maconheiros desgraçados) e a Marina Silva, que falou que isso era problema do Congresso; provavelmente sou a favor da pena de morte e violência policial (Vai BOPE!). De resto, não gosto de coisas óbvias, que ninguém gosta mesmo blá blá blá Whiskas Sachê.


Conheci Gorillaz na MTV, na época em que ainda conseguia ouvir o Top 10. Até fui num rodeio/feira com os meus avós e comprei um cd pirata deles. Ahhh, saudades do tempo em que eu comprava cds piratas e financiava o tráfico… (suspiros).

E hoje que descobri que eles são meio que um oráculo pra mim. Vejam vocês que numa música eles dizem:

“I’m useless, but not for long; the future is coming”.

Sério, VÃO TOMAR BANHO. Porque raios vocês tinham que prever que um dia eu teria que trabalhar? Eu que sempre quis viver a minha vida sossegada assistindo Capitão Planeta de manhã, Lagoa azul na Sessão da tarde e no máximo me mudar pra uma “comunidade independente” e viver de artesanato.

Tão fora da minha playlist. Sem discussão!


Pra quem ainda não sabe, minha vó faleceu na madrugada desse domingo.

Aí que ontem, eu, que não gosto muito de celebrações fúnebres, decidi que a melhor maneira de expor os meus sentimentos (entenderam o trocadilho? Hã? Hã?) era fazer uma homenagem para aquela que foi a maior perua (com o perdão da palavra) que Xanxerê já conheceu.

Só a minha vó pra pintar os cabelos de “vermelho sedução” aos sessenta e poucos anos de idade, combinando, claro, com uma blusa de oncinha! Vovó sempre foi muito secsy! É também na casa dela que você pode encontrar um estoque infinito de maquiagem, bolsas, roupas, bijuterias, sapatos, cremes, perfumes… Foi lá que desabrochou dentro de mim a criança peruinha que eu fui. E haja sombra azul!

Além do quê, nunca teve papas na língua. De nenhum tipo. Falava de tudo e de todos. Até imagino o que ela falava de mim… Não que eu me importe com isso ( nem com o fato dela sempre trocar meu nome…). Gosto dela desse jeito mesmo: autêntica, bocuda e perua!

Ela sempre foi ou a protagonista ou a narradora das histórias familiares mais cabulosas que eu já ouvi.

Teve aquela vez em dezembro que ela me ofereceu sorvete. Oh, yummy :9 Só depois ela me contou que trouxe o sorvete da praia, no ano anterior. ERA DEZEMBRO MEO! Eu poderia ter morrido intoxicada!

Tem a história da vez que ela socou o vô no estômago, (porque o meu avô, olha, era safadeeenho). Depois saiu correndo se trancar no banheiro; haha, deu uma de covardona. E o vô querendo arrombar a porta. Até que ela, bem bicuda, sai do banheiro e no alto dos seus 1,50 cm olha pra cima, beeeem pra cima (meu avô media cerca de 1,85 cm), e diz: “Quero ver você me bater!”. No quê meu avô abaixa a cabeça e sai à francesa.

Foi ela que me corrompeu ainda criança, me fazendo ir comprar cigarro escondida pra ela. E tentou a todo custo me engordar com cueca-virada, pudim, pizza, pipoca e pé-de-moleque.

Minhas memórias de infância estão lá. As tardes de verão, brincando de elefante colorido, pega e futebol (eu jogava com a mão, mas tudo bem, eu era novinha) com os meus primos mais velhos e prevalecidos que sempre me deixavam correndo que nem uma boba. Aí todo mundo cresceu e eu ainda me pego sentindo falta de ser sempre a primeira a ser pega.

Lembro dela e do vô se chingando em italiano. Eu não entendia, mas não precisava… E deles me pegando domingo de manhã pra ir na pracinha. E de escutar Shakira na casa dela. E Tiririca. E Estoy enamorado… E dançar É o Tchan… Shame on me!

É por essas e outras que ela é meu referencial de mulher poderosa. Se meta com ela, rá! E, se hoje eu sei uma porção de podres familiares, devo tudo a ela. Eu nunca saberia da história daquela que tinha dois namorados, e que foi pega no flagra! Um cara armado, e os lovers se cagando! Meu pai herói, haha, teve que apartar! Oh God, por pouco eu não nasci…

E aí, depois de todas as coisas que eu aprendi com a Dona Palmira (6), ela se foi toda pomposa num caixão rosa e branco. Um brega-chique que sempre combinou com ela. No final, até me deu uma picadela. Mas só eu vi ;)

IRENE NO CÉU

Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor

Imagino Irene chegando no céu:
_Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
Entra Irene. Você não precisa pedir licença.




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